Publicado em 19/08/2020

O monopólio dos correios

Imagem da publicação de isaquefranklin

Escrito por @isaquefranklin




 

Se você já comprou alguma coisa na internet ou já recebeu alguma encomenda, você provavelmente recebeu por meio dos correios. Pois bem, se você já recebou alguma outra encomenda, comprada de sites como Amazon, por exemplo, que oferece planos como o Amazon Prime, que te entrega seus pedidos com prazos curtíssimos, as vezes no dia seguinte da compra, então você já teve um pequeno gostinho de como a iniciativa privada é superior.

 

O monopólio dos correios

 

Em 2009 os ministros do STF decidiram que que o monopólio da distribuição de correspondências pessoais era legítimo e amparado pela Constituição Federal na Lei Nº 6.538, de 22 de junho de 1978. Dessa forma, a estatal manteve seu privilégio nas entregas de cartas pessoais, comerciais e malotes de cartas. Existe ainda o fato de as encomendas e pacotes ainda fazerem parte de um "monopólio" do Estado, pois os correios abrem processos regularmente contra empresas competidoras, e as leis e burocracias necessárias para abrir uma transportadora de pacotes e encomendas são tão grandes que inibem quase qualquer concorrência, configurando assim uma espécie de monopólio velado às transportadoras de pacotes e encomendas.

 

A iniciativa privada

 

 

No Brasil não existem várias outras opções para transporte de encomendas, e por conta do alto grau de burocratização e do monopólio dos correios, as que existem não conseguem ter um preço competitivo. Qualquer leigo que já tenha estudado o mínimo de economia decente, sabe que a concorrência é a única forma de diminuir preços e aumentar qualidade quando se fala de economia. É bem simples, quanto maior for a concorrência livre, para conseguir clientes e mantê-los será necessário fornecer um melhor serviço/produto, é segundo a lei da oferta e da procura que o sistema funciona, quanto maior for o grau de oferta de um produto/serviço, menor será o preço. Dessa forma, o mopólio dos correios não é apenas rentável para os próprios correios e não os brasileiros.

 

Argumentos usados para defender o monopólio dos correios:

 

1- Não é de interesse coletivo deixar tal serviço nas mãos de interesses privados e econômicos”

 

 

Esse argumento por si só é uma grande falácia. Em primeiro lugar, falar em termos de coletivo não passa de verborréia imbécil, o que é o interesse coletivo? O coletivo não é um conjunto de indivíduos? Então como podemos definir o interesse de milhões de indivíduos unidos sob a única bandeira do coletivo? As pessoas que falavam a respeito de interesses coletivos no passado, não eram pessoas muito legais, vulgo nazistas, fascistas e comunistas que de formas diferentes pretendiam a mesma coisa, controlar a iniciativa privada e os interesses dos indivíduos.

 

2 - "O monopólio dos Correios dá a garantia de que encomendas serão entregues em todo território nacional" 

 

 

Absolutamente errado. Os Correios não entregasm em todo o território nacional, e nas áreas em que entregam, o serviço é um lixo. De que adianta entregar de norte a sul, porém com um péssimo serviço? A entrada de novas empresas no mercado levaria a uma maior concorrência no setor e impediria que a própria empresa estatal reduzisse a qualidade de seu serviço. Caso os Correios perdessem espaço para empresas privadas, isso se daria por um único motivo: A iniciativa privada estaria fornecendo um serviço superior e atendendo todas as localidades. Com isso, a existência dos Correios não seria justificada.

 

É fácil verificar que o argumento utilizado não tem o objetivo de proteger os brasileiros, mas sim proteger a empresa estatal da livre concorrência, garantindo que a mesma não perca mercado. São os Correios que se beneficiam do monopólio, não os brasileiros.

 

3- "O monopólio dos Correios oferece um bom serviço"

 

 

Para responder esse argumento, apenas essa imagem é necessária. Acredito que nisso todos nós concordamos, não é mesmo?

 

 




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