Ó Belíssima Flor


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Ó Belíssima Flor

Imagem da publicação de Heitor Castro Rodrigues De Moura

Escrito por @Heitor Castro Rodrigues De Moura




 

Glicínia – Wisteria sp – MyBonsai.com.br

 

Ó Belíssima flor


A esmo encontro-me

Debruçado em teus braços

Convivendo com a incerteza

Da firmeza de nossos laços

 

Seriam eles, pois,

Assim tão tenazes?

Mesmo que depois

Se mostrem atrozmente incapazes?

 

Destarte, inepto, ora,

Jaz tamanho sentimento

À medida que outrora vás

Embora, caminhaste a terno arrependimento,

 

Assim, ó belíssima flor!

 

Estás seca em vale abundante

A que outrora externava viveza e postura

Não obstante,

Caída em meio às relvas, torna-se obscura,

 

Assim, em que circunstâncias sois

Capazes de sustentar?

O que em plena aurora dispôs

Tão cedo a lastimar?

 

Indubitavelmente,

Deveria eu ser capaz de desconfiar

Da maneira que se propôs fielmente

À cumplicidade que outrora buscávamos edificar

 

Assim, ó belíssima flor!

 

Adubo se torna a estes verdes campos

Que com o desprazer de sua perda, nutri,

Aquele, que por sua vez,

Outrora se encontrava em prantos

 

Achastes mesmo

Que para sempre estaria aqui?

Logo eu, que a esmo,

Sempre demonstrou amor por ti?

 

Pois, em busca de cura,

Com tristeza parto

Onde, em meu coração, por plena injúria,

Jaz seu perfil enterrado

 

Assim, ó belíssima flor!

 

Por meio deste me despeço

Da imagem que outrora foste

A progenitora do mais lindo gesto

 

Dessa forma afirmo que hoje,

Nasce uma glicínia em teu leito

Que de seu sacrifício fará o bom proveito

 

E no futuro, quando curada,

Florescerá na mais linda primavera

Ao menos, esperançoso, é este o destino que se espera...

 

(HEITOR CASTRO, 2020)




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